Quem trabalha vendendo colchão ouve a mesma frase quase toda semana: “durmo oito
horas e acordo cansado”. Na maior parte das vezes o problema não é o tempo, é o
que acontece durante ele.
Por que o colchão atrapalha o sono
Colchão vencido não afunda de uma vez. Ele cede aos poucos, e o corpo vai compensando com pequenas mudanças de posição a noite inteira. Você não acorda, mas também não descansa: o sono fica raso e você levanta com a sensação de não ter dormido.
O teste mais simples é olhar o colchão sem roupa de cama, com luz do dia. Se houver um vale visível onde você dorme, o colchão já não sustenta mais o seu peso.
A posição em que você dorme muda tudo
De lado
Quem dorme de lado precisa que o colchão ceda no ombro e no quadril, senão a coluna fica torta a noite inteira. É a posição que mais pede molas ensacadas, porque cada mola trabalha sozinha e acompanha o contorno.
De costas
De costas o corpo distribui melhor o peso, e o que atrapalha é o colchão mole demais no meio. Firmeza média costuma resolver.
De bruços
É a posição que mais força o pescoço. Colchão firme e travesseiro baixo reduzem o estrago, mas o ideal é migrar de posição aos poucos.
O quarto conta tanto quanto a cama
Temperatura entre 18 e 22 graus, escuro de verdade e silêncio fazem mais diferença do que qualquer aplicativo de sono. Cortina blackout custa pouco e resolve a maior parte do problema em quarto que pega sol da manhã.
Tela até a hora de deitar é o outro vilão conhecido. Não é só a luz: é o que você lê ali que mantém a cabeça acordada depois que o corpo já desistiu.
Quando vale trocar
A regra prática é dez anos para colchão de molas de boa qualidade, menos se ele passou por mudança de peso, gravidez ou uso diário por duas pessoas. Antes de trocar, vale deitar em alguns modelos na loja, na posição em que você dorme de verdade, por pelo menos cinco minutos em cada um.
Se quiser, mande mensagem antes de vir. A gente separa dois ou três modelos de acordo com o seu peso e a sua posição, e você chega e deita direto.


